Nota técnica aponta que mineração em terras indígenas depende de consultas às comunidades
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Nota técnica aponta que mineração em terras indígenas depende de consultas às comunidades

 




CONSULTORIA DA CÂMARA CONCLUI QUE MINERAÇÃO EM TERRAS INDÍGENAS, PREVISTA EM PROJETO DO GOVERNO, DEPENDE DE AUDIÊNCIA PÚBLICA COM OS PRINCIPAS INTERESSADOS, OS ÍNDIOS. QUEM EXPLICA É A REPÓRTER SÍLVIA MUGNATTO.

Nota Técnica elaborada pela Consultoria Legislativa da Câmara afirma que a possibilidade de mineração em terras indígenas só pode ocorrer após audiências com a comunidade indígena. Mas os especialistas divergem sobre o momento em que a consulta deve ocorrer. A autorização para a mineração em terras indígenas faz parte de projeto de lei do Executivo (PL 191/20) que aguarda criação de comissão especial na Câmara.
Alguns especialistas, segundo a consultora Rose Hoffman, uma das autoras do estudo, afirmam que caberia ao Congresso Nacional fazer as consultas, até porque isso é o que indicaria a resolução 169 da Organização Internacional do Trabalho, ratificada pelo Brasil. Outros estudiosos acreditam que basta que cada comunidade seja ouvida sobre a área de seu interesse durante o processo de licenciamento ambiental.
Rose enumera ainda vários outros pontos polêmicos do debate:
“O que é uma atividade sustentável em terra indígena, como respeitar o modo de vida e a cultura dos povos indígenas, como ouvi-los adequadamente, e como garantir a participação na lavra. Porque, no Brasil, a propriedade do recurso mineral é da União, é diferente da propriedade do solo propriamente dita. Assim como acontece numa propriedade privada, também nas terras indígenas a propriedade do recurso mineral é da União”
A consultora afirma ainda que a questão precisa ser discutida para eliminar a situação atual na qual a mineração vem ocorrendo de forma ilegal. Ou seja, a autorização poderia tornar a atividade legal; ou, em caso de não aprovação, a atuação fiscalizatória poderia ser reforçada:
“Porque da forma como acontece hoje ninguém sai ganhando. Impostos não são pagos, o impacto ambiental está acontecendo, as comunidades são exploradas e sofrem o impacto disso, e sem que seja possível um caminho de regularização”
Uma parcela da população brasileira considera a exploração mineral incompatível com o modo de vida das nações originárias e alerta para os riscos ambientais da atividade econômica. Outra corrente defende que a exploração pode ser feita de forma sustentável.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Sílvia Mugnatto

 

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