Participantes de ato pela democracia pedem punição de golpistas e mais justiça social
  • Aqui a descrição do post ou da categoria
  • Aqui a descrição do post ou da categoria
  • Aqui a descrição do post ou da categoria
  • Aqui a descrição do post ou da categoria
  • Aqui a descrição do post ou da categoria
  • Aqui a descrição do post ou da categoria

Participantes de ato pela democracia pedem punição de golpistas e mais justiça social

 


PARTICIPANTES DE ATO PELA DEMOCRACIA PEDEM PUNIÇÃO DE GOLPISTAS E MAIS JUSTIÇA SOCIAL PARA QUE PESSOAS ENTENDAM O SIGNIFICADO DA VIDA DEMOCRÁTICA. A REPORTAGEM É DE MARIA NEVES.

Durante o ato Democracia Inabalada, realizado no Congresso Nacional para lembrar a tentativa de golpe de Estado ocorrida há um ano, em 8 de janeiro de 2023, todos os participantes defenderam a necessidade de punição dos envolvidos e de mais justiça social para fortalecer a ordem democrática.

Na opinião do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, não pode haver perdão para nenhum dos envolvido nos atos golpistas.

“Todos aqueles que financiaram, planejaram e executaram a tentativa de golpe devem ser exemplarmente punidos, não há perdão para quem atenta contra a democracia, contra seu país e contra seu próprio povo, o perdão soaria como impunidade e a impunidade como salvo conduto para novos atos terroristas no nosso país.”

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, manifestou a mesma opinião. Para ela, não se pode, em hipótese nenhuma, falar em anistia. A punição seria, antes de tudo, um “ato pedagógico”, porque os que participaram dos ataques às instituições democráticas cometeram um crime, “e precisam pagar por seus atos para que não se repitam”.

Atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes garantiu que todos os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro, desde que quem executou até os financiadores e aqueles que planejaram a tentativa de golpe, serão punidos. Moraes também é ministro do Supremo Tribunal Federal e cuida do inquérito envolvendo os atos golpistas.

“Impunidade não representa paz nem união, todos, absolutamente todos aqueles que compactuaram covardemente com a quebra da democracia e a tentativa de instalação de um estado de exceção serão devidamente investigados, processados e responsabilizados na medida de suas culpabilidades.”

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não compareceu à cerimônia devido a problemas de saúde na família. Mas, por meio das redes sociais, também defendeu o rigor da lei para os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro.

Alexandre de Moraes ainda cobrou a regulamentação da internet e das redes sociais, considerada por ele uma medida fundamental para impedir que essa história se repita. De acordo com o ministro do Supremo, o “populismo digital extremista” evoluiu na utilização dos mesmos métodos aplicados pelos nazistas no início do século 20, como a substituição da razão pela emoção, o uso de desinformação massiva e a tentativa de destruição da mídia séria.

O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ressaltou que, “sob premissas falsas”, golpistas desejavam invalidar o resultado das urnas, em desrespeito à vontade popular manifestada pelo voto. Pacheco destacou que, com a união de todos os poderes constituídos, a democracia prevaleceu.

No entanto, o presidente do Senado, defendeu que todos trabalhem para garantir o bem-estar da população, uma vez que seria difícil assimilar valores democráticos quando se convive com fome, violência e discursos de ódio. E, pra conseguir esses avanços, Pacheco afirma que o Brasil precisa de união.

“Precisamos trabalhar em harmonia, buscando o consenso pelo diálogo, os entes federados devem atuar para que as políticas públicas possam efetivamente chegar à população. Para tanto, o Brasil precisa de algo muito importante de união, só assim nós vamos vencer a polarização que nos divide e nos enfraquece enquanto nação. Invoquemos um compromisso geral para que trabalhemos lado a lado para garantir algo que é básico, mas é tão caro a todo brasileiro, a sua própria dignidade, ao se ter dignidade, nós estaremos consolidando, de uma vez por todas, a democracia brasileira.”

Também para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o Brasil precisa se unir para combater as desigualdades e, como isso, instaurar uma democracia para todos.

“A fome é inimiga da democracia, não haverá democracia plena enquanto persistirem as desigualdades, seja de renda, raça, gênero, orientação sexual, acesso à saúde, educação e demais serviços públicos. Aperfeiçoar a democracia é reconhecer que democracia para poucos não é bem uma democracia. Se fomos capazes de deixarmos as divergências de lado para defendermos o regime democrático, somos também capazes de nos unirmos para construir um país mais justo e menos desigual.”

No dia 8 de janeiro de 2023 cerca de 5.500 pessoas invadiram os prédios dos três Poderes – o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto, sede do Executivo federal, e o Supremo Tribunal Federal. Com extrema violência, promoveram uma onda de destruição. Eles pediam intervenção militar para destituir o presidente recém-empossado, Luiz Inácio Lula da Silva, e o retorno do ex-presidente derrotado nas eleições de 2022, Jair Bolsonaro, ao poder.

Até o memento, cerca de 1.500 participantes das invasões foram denunciados, e 40 deles já foram condenados a até 17 anos de prisão. As investigações quanto a financiadores e organizadores dos ataques continuam em curso.

Da Rádio Câmara, de Brasília, Maria Neves


Postar um comentário

0 Comentários